Fibromialgia


Autoria: Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva

* Dra Ana Beatriz Barbosa Silva (Médica Psiquiatra, CRM/RJ 5253226/7)

O que é Fibromialgia?

A Fibromialgia é uma síndrome crônica dolorosa do tecido conjuntivo. A pessoa sente dores difusas em várias áreas como pescoço, ombros, joelhos, costas, região lombar e quadris, que se espalham por todo o corpo. Em 70% dos casos a pessoa apresenta sono de má qualidade.

Do que a pessoa se queixa?

A pessoa se queixa de cansaço crônico durante todo o dia, de inchaço nas mãos e nos pés, formigamento nas mãos, má tolerância ao esforço físico ou exercícios, enxaquecas, dores menstruais, endurecimentos das juntas (sobretudo pela manhã), espasmos musculares, distúrbios intestinais, perda de memória, retenção hídrica, depressão e ansiedade.

Qual a população atingida?

Calcula-se que 5% da população americana sofre de fibromialgia. O início da doença é variável mas a média de idade do aparecimento está entre 25 e 55 anos e atinge sobretudo mulheres, numa porcentagem de 80% a 90%, mas pode também ocorrer com idosos. No caso das crianças, as dores podem ocorrer entre 3 e 12 anos e devem ser diferenciadas daquelas consideradas como dores de crescimento.

Como é feito o diagnóstico?

Os sintomas da fibromialgia podem estar associados a outras enfermidades como lúpus eritematoso, osteoartrose, artrite reumatóide, hérnia de disco, entre outras, o que torna difícil o diagnóstico. Além disso, os exames e radiografias apresentam-se normais. O médico baseia sua investigação na história do paciente de dores difusas e distúrbios do sono por mais de três meses. Pressiona 18 pontos específicos do corpo e ao identificar 11 pontos dolorosos poderá considerar o diagnóstico de fibromialgia.

Por que ocorre?

A causa da fibromialgia ainda é desconhecida, podendo surgir súbita ou lentamente.

Pesquisas têm demonstrado que os sintomas da fibromialgia estão relacionados a um baixo nível de serotonina, substância que protege os seres humanos da dor e cujo desequilíbrio neuroquímico está associado à depressão. A alteração do nível de serotonina faz com que os impulsos que chegam e saem do cérebro sejam identificados erroneamente como dor.

Como começa?

Os sintomas podem surgir em conjunto com depressão ou após uma infecção bacteriana ou viral; um trauma como um acidente de automóvel; uma situação de estresse psicológico como separação, divórcio ou problemas com filhos ou em conseqüência de uma enfermidade que limita a qualidade de vida da pessoa. Embora estes agentes não possam ser considerados como a causa da enfermidade, aparecem mais freqüentemente em pessoas com dificuldades em regular a sua resposta a determinados estímulos.

Observa-se também distúrbios na microcirculação e o ciclo de energia nas fibras musculares está comprometido.

A doença pode ser desencadeada tanto por fatores externos como clima úmido, falta de exercícios, postura incorreta, quanto por fatores internos como depressão e ansiedade. Estas últimas, inclusive,  estão presentes em pacientes com fibromialgia muito mais do que em outras enfermidades crônicas. Estudos médicos têm procurado analisar se há lesões nos músculos, alteração no sistema imunológico, problemas psicológicos e problemas hormonais.

Tratamento

Atualmente ainda não existe um tratamento capaz de curar definitivamente a Fibromialgia, mas pode-se obter uma grande melhora do sofrimento do paciente através de um tratamento farmacológico associado a outros instrumentos como

Informações aos pacientes: Quando o médico descobre o problema, reduz a ansiedade do paciente, mostrando-lhe que a fibromialgia não causa câncer, não provoca lesões, não deforma nem destrói as articulações.

Programa Educacional: O médico educa o paciente para prevenir e lidar com possíveis crises. Evitar levantar pesos, adotar posturas adequadas, buscar assentos ideais em casa e no trabalho, usar calçados apropriados ou adaptados e evitar a obesidade porque sobrecarrega os músculos e tendões e dificulta a melhora.

Tratamento medicamentoso:É indicado o uso de antidepressivos que melhoram a concentração de serotonina, ansiolíticos que melhoram a qualidade do sono e ajudam no relaxamento muscular. Os analgésicos são importantes mas não devem ser a única forma de tratamento.

Tratamentos psicológicos: É fundamental para o alívio da depressão, ansiedade ou estresse, que podem preceder ou mesmo acompanhar a fibromialgia. Utilizam-se técnicas de relaxamento e cognitivo-comportamentais, que permitem ao paciente adotar uma mudança de comportamento, levando uma vida mais relaxada e livre de preocupações.

Outros Tratamentos: Fisioterapia, exercícios físicos, hidroginástica, massagens, infiltrações, injeções com anestésicos locais, acupuntura e meditação.

 

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