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Transtornos

Autoria: Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva.

* Dra Ana Beatriz Barbosa Silva (Médica Psiquiatra, CRM/RJ 5253226/7)

O que é e como identificar?

A depressão em crianças e adolescentes é um transtorno que foi por muito tempo ignorado ou subdiagnosticado, mas, em decorrência da frequência crescente com que a depressão vem ocorrendo nesta faixa etária, novos estudos e pesquisas têm sido feitos com o intuito de compreender melhor e tratar este distúrbio.

Estudos sugerem um alto nível de incidência de sintomas depressivos na população escolar, que variam desde 13% em crianças até 20% em adolescentes. Estes números demonstram que a depressão infantil é decisivamente um problema de saúde mental significativo.

 

Os sinais indicativos de que uma criança ou adolescente pode estar sofrendo de depressão incluem:

  • Humor deprimido;
  • Diminuição do interesse ou perda do prazer pela maioria das atividades;
  • Perturbação do sono;
  • Alteração do peso ou perturbação do apetite (incapacidade de atingir ganho de peso esperado em criança ou perda de > 5% de peso corporal em um mês);
  • Concentração diminuída ou indecisão;
  • Ideação suicida ou pensamentos sobre morte;
  • Agitação ou lentificação psicomotora;
  • Fadiga ou perda de energia;
  • Sentimentos de inutilidade ou culpa inapropriada.

Para a depressão ser constatada, é preciso que pelo menos cinco de tais sintomas perdurem por no mínimo duas semanas e não sejam decorrentes de alguma doença orgânica.

 

Quais são as causas?

A depressão pode ser causada por um desequilíbrio na neuroquímica do cérebro, envolvendo uma disfunção no mecanismo de atuação dos neurotransmissores, principalmente a serotonina. Além disso, o fator genético é um dos componentes fundamentais que podem predispor uma criança ou adolescente a desenvolver depressão.

Outros fatores importantes se referem ao ambiente e à personalidade da criança. Crianças crescidas em ambientes em que as figuras afetivas importantes (pais, avós) tendem a ter uma visão pessimista acerca dos acontecimentos da vida podem ser influenciadas na formação de suas personalidades. Desta forma, as crianças também poderão enxergar os acontecimentos através de um “filtro escuro” e desfavorável, formando suas personalidades de modo a criar uma predisposição psicológica para desenvolver a depressão.

Por outro lado, ambientes estressantes e desfavoráveis contribuem decisivamente para deflagrar um episódio depressivo em crianças e adolescentes. Este ambiente pode estar presente na família (desestruturada ou que esteja atravessando por dificuldades), na escola (competitiva, repressora, punitiva), no ambiente social mais restrito (amigos, vizinhança, atividades extraescolares) ou mais amplo (exigências e demandas da sociedade em geral).

Assim, percebemos que vários fatores podem se combinar para formar um quadro depressivo, que muitas vezes pode passar despercebido por familiares e professores, já que quanto mais nova a criança for menos recursos de linguagem e compreensão ela terá para elaborar o seu estado interno e conseguir expressar como se sente.

 

Como é o tratamento?

O tratamento ideal inclui a medicação, a psicoterapia e o acompanhamento com a família da criança. Esta é incentivada a conhecer mais o assunto e a identificar quais as características da dinâmica familiar, que predispõem seus membros a desenvolverem sintomas depressivos.

Tratamento medicamentoso: são utilizados medicamentos antidepressivos do tipo Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS) ou tricíclicos. Seu uso é bastante seguro e a eficácia comprovada por vários estudos científicos. A função dos medicamentos é corrigir o desequilíbrio neuroquímico presente na depressão.

Tratamento psicoterápico: o objetivo da psicoterapia é identificar e mudar os possíveis esquemas de pensamentos negativos e distorcidos da criança (assim como na família), sua baixa autoestima e a tendência a interpretar os acontecimentos de forma pessimista. A criança é incentivada a expressar mais seus sentimentos, dúvidas e medos e, assim, abrir espaço para o auxílio de outras pessoas.

Informação aos pais e cuidadores: os pais ou cuidadores das crianças ou adolescentes são incentivados a conhecer bem o problema que tais jovens estão se defrontando, assim como atentarem-se para seus possíveis comportamentos ou formas de pensar negativistas que possam estar sendo absorvidos por eles. Portanto, a participação da família é fundamental para o sucesso e manutenção do tratamento, bem como para a prevenção de recaídas.



Foto: Sandra Lopes

Dra Ana Beatriz Barbosa Silva

Médica graduada pela UERJ com pós-graduação em psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professora Honoris Causa pela UniFMU (SP) e Presidente da AEDDA – Associação dos Estudos do Distúrbio do Déficit de Atenção (SP). Diretora da clínica ANA BEATRIZ BARBOSA SILVA - Comportamento Humano e Psiquiatria (RJ). Escritora, realiza palestras, conferências, consultorias e entrevistas nos diversos meios de comunicação, sobre variados temas do comportamento humano.

E-mail:
contato@draanabeatriz.com.br
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